Independência do Brasil lembra o alcance da maioridade

por Ludmilla Perpétua de Oliveira publicado 06/09/2018 16h53, última modificação 06/09/2018 16h53

Neste dia 7 de setembro comemoramos mais uma vez a Independência do Brasil de Portugal. Essa data pode ser comparada ao aniversário de 18 anos de alguém. A maioridade é quando a pessoa pode andar por si própria e tem maturidade para tomar suas próprias decisões. Foi assim com o Brasil.

Em 1822, D. Pedro, após receber diversas manifestações de descontentamento de brasileiros e ordens de Portugal que não considerava justas, decidiu que era hora de cortar os laços que ligavam metrópole e colônia.

Como acontece com qualquer pessoa que acaba de alcançar a maturidade, as decisões têm um preço. E não foi diferente com o nosso país. Portugal exigiu o pagamento de de 2 milhões de libras esterlinas para reconhecer a independência de sua ex-colônia. Sem este dinheiro, D. Pedro recorreu a um empréstimo da Inglaterra. Este foi o início da história de nossa dívida externa.

Quando crescemos temos que lutar contra adversidades. O Brasil também passou por diversas lutas. Nem todo mundo ficou feliz com a separação da metrópole. Em grande parte do país houve tranquilidade, aceitação e até comemoração em relação à independência brasileira. Porém, em algumas províncias, principalmente do Nordeste, ocorreram manifestações e revoltas, organizadas por portugueses, que não queriam a ruptura com Portugal. Militares brasileiros foram enviados para estas regiões e combateram estes movimentos, que ficaram conhecidos como "As Guerras de Independência do Brasil".

Algo que se aprende quando se está no começo da caminhada, logo após alcançar a tão sonhada liberdade que a maioridade proporciona, é que algumas vezes se ganha e outras tantas se perde. O país se libertou da tirania de Portugal, mas poucos foram beneficiados, expondo desde cedo as grandes diferenças sociais que assolam o Brasil. O povo mais pobre sequer acompanhou ou entendeu o significado da Independência. A estrutura agrária continuou a mesma, a escravidão se manteve e a distribuição de renda continuou desigual. A elite agrária, que deu suporte a D. Pedro I, foi a camada que mais se beneficiou.

Porém, não se pode deixar de lado o fato de se ter conquistado a tão desejada soberania. Depois de 1822, o Brasil passou por diversos movimentos, com valiosas conquistas e seus benefícios podem ser verificados até hoje, como poder propor, votar e aprovar as próprias leis que regem o país.

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