Projeto pretende incluir ações para a prevenção e diagnóstico precoce do câncer de ovário

por Juliana Teixeira de Melo publicado 07/04/2021 13h25, última modificação 07/04/2021 13h25
PL 4304 de autoria da vereadora pastora Sônia Andrade e institui a Política Municipal de Prevenção e Combate ao Câncer de Ovário

Com o objetivo de promover ainda mais a saúde da mulher, um dos projetos aprovados no Legislativo de Timóteo foi o PL 4304 de autoria da vereadora pastora Sônia Andrade, que institui a Política Municipal de Prevenção e Combate ao Câncer de Ovário. Entre os objetivos desse projeto está a disponibilização, em todas as unidades da rede pública de saúde da cidade, de informações específicas sobre o câncer de ovário e a realização do ultrassom, a fim de fomentar o diagnóstico precoce da doença. Pela pesquisa feita pela vereadora, dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA) indicam que o câncer de ovário é o segundo tipo mais comum de câncer ginecológico.

A intenção da vereadora é abranger a campanha de conscientização feita no Outubro Rosa, onde se foca no câncer de mama e no câncer de útero. Segundo ela, o câncer de ovário, porém, é um câncer ginecológico de grande letalidade porque é o mais difícil de ser diagnosticado em estágios iniciais, fazendo com que a mulher que recebe o diagnóstico já esteja com a doença em estágio avançado, sendo mais difícil de tratar e curar. “A campanha do Outubro Rosa, por mais que se tenha expandido seu debate sobre a saúde da mulher, é quase que totalmente focada no câncer de mama, mencionando, às vezes, o câncer do colo de útero e, mais raramente, o câncer de ovário. Então o projeto visa primeiramente a conscientização das mulheres quanto a prevenção desse tipo específico de câncer, para que elas tenham acesso à informação, mas também acesso aos exames e tratamentos necessários”, justificou a vereadora.

Exame

O exame preventivo ginecológico, conhecido como papanicolau, é o exame comum feito pelas mulheres realizado para detecção do câncer do colo do útero, mas não detecta o câncer de ovário. “Depois que a mulher chega na idade que não está mais ovulando, não quer ter mais filhos ela não preocupa tanto com os ovários, então pode acontecer de ter essa doença.  Então o objetivo é que a secretaria de Saúde dê atenção para isso incluindo, nos exames preventivos da mulher o ultrassom de ovários.  Por isso, uma política específica para o câncer de ovário é necessária. A demora na detecção faz com que a doença tenha uma alta taxa de mortalidade, o que deve ser alvo da preocupação e da atenção do Poder Público”, ressaltou Pastora Sônia.

Ações

O texto do projeto inclui ações como: incorporar nas campanhas do “Outubro Rosa”, ações específicas voltadas para prevenção e tratamento do câncer de ovário, com esclarecimentos sobre sintomas e informações sobre formas de tratamento; prover assistência à pessoa diagnosticada com câncer de ovário por meio de equipe multidisciplinar para amparo médico, psicológico e social; promover e fomentar o diálogo e/ou debates com organizações da sociedade civil e organizações não governamentais sobre o tema para a realização de campanhas de conscientização em ambientes, instituições e empresas públicas e privadas que aderirem.

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